11/04/2010

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         Se pudéssemos dimensionar nossa vastidão, talvez conseguiríamos compreender esse lugar estranho de nós mesmos que muitas vezes nossa alma nos convida a visitar. É de uma profundidade e escuridão que só conseguimos perceber a companhia do medo. Mal podemos vislumbrar nesse caminho qualquer oportunidade ou
 sequer possibilidade de luz. Nos deparamos com uma
 imobilidade interna, a qual extingue toda a nossa força,
 o corpo padece da falta de energia, e isso nos tira o desejo
de lutar e até mesmo viver.

        O que não sabemos é que é exatamente a morte que está sendo convidada neste momento. Só quando nos damos conta de que precisamos deixar morrer uma grande parte de nós mesmos para dar espaço a uma nova vida, a um novo nascimento, é que podemos vislumbrar a possibilidade de prosseguir a caminhada.
        
         A imobilidade se dá pelo apego que temos a tudo que conquistamos e construimos, o medo de perder, o medo de mudar, a insegurança em nós mesmos, a falta de confiança no desconhecido, tudo isso nos paraliza.

        É preciso fortalecer nosso Eu profundo, aceitando nossa humanidade, acolhendo-nos em nossas fraquezas e medos, nos perdoando e perdoando o que nos magoou, para enfim enchergarmos a porta que se abre, não há nada pronto do outro lado, apenas a possibilidade de uma nova construção. 


                                                                      Ana Maria

Um comentário:

Cláudio J. Gontijo disse...

Bela reflexão, Ana.
Quantos de nós estamos perdidos, medrosos à luz do sol, temerosos pelos nossos pertences materiais, sem compreender que o renascimento é um ciclo natural da nossa existência.

Agradeço-lhe por ter se juntado ao VERDE VIDA.

Felicidade em seu caminho, sempre!

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